terça-feira, 17 de setembro de 2013

A Família dos Noivos

 "Casamento Grego" (2002): Toula Portokalos (Nia Vardalos) encontra seu grande amor, Ian Miller (John Corbett), ao resolver dar uma guinada em sua vida. Os dois resolvem se casar, no entanto precisam lidar com a família 'sem noção' da noiva. Lição: imponha limites aos familiares intrometidos. "Como o casamento não é um grande acontecimento somente para os noivos, e sim para ambas famílias, tanto a da noiva quanto a do noivo, o casal deve ter um jogo de cintura para saber lidar com essas situações, impondo limites, mas com toda a delicadeza do mundo", diz Juliana Trabulsi, assessora de casamento da Happiness Eventos.


O bom relacionamento com as famílias é um ponto importante para casais que pretendem viver uma história longa e feliz. Ser bem aceito pelos parentes do parceiro é fundamental para evitar muitos problemas. Todo excesso, no entanto, é negativo. Quando a família participa demais do relacionamento, o casal perde espaço e privacidade. A situação é tão frequente que diversos filmes abordam o tema, como "A Sogra", em que Jennifer Lopez vive uma jovem obrigada a lidar com a tortura emocional imposta pela mãe do namorado, interpretada por Jane Fonda, e a trilogia "Entrando Numa Fria", em que o ator Ben Stiller sofre com a espionagem do sogro, um agente aposentado da CIA vivido por Robert De Niro.

Como você lida quando a família do parceiro interfere em seu relacionamento?

Resultado parcial
Nem sempre uma família que interfere demais quer o fim do relacionamento. A psicanalista Sylvia Godoy, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise, explica que muitas questões começam antes mesmo do namoro. “Cada família tem uma expectativa em relação ao parceiro dos filhos. Quando alguém que não corresponde a elas é apresentado, os problemas surgem”, diz a especialista.
É quando os parentes iniciam um processo inconsciente para “consertar” as diferenças do recém-chegado. “A mãe do menino sempre espera que ele arrume uma namorada idealizada e quase sempre se frustra com a escolha”, explica Sylvia. A principal preocupação das mães é que a garota não consiga cuidar do filho do mesmo modo que ela cuida. Os pais de meninas, por outro lado, querem um homem que consiga oferecer o máximo possível à filha e à família que poderão construir, além de ser respeitoso e honesto. “Essas relações são culturais, por isso o momento de apresentar namorados sempre será delicado", diz Sylvia. "Os homens são mais viscerais nessas horas e não conseguem esconder as desconfianças”.
Para a psicóloga Renata Almiento, muitas pessoas têm medo de magoar a família, por isso aceitam situações inadequadas. “As relações com a família exigem o mesmo respeito e ética que os demais relacionamentos. Isso significa que a pessoa precisa estabelecer limites razoáveis e propor o diálogo sempre que se sentir desconfortável”, afirma. Para ela, muitos problemas podem ser evitados com uma preparação para recepcionar o namorado. “Os filhos precisam explicar para os pais quem é o parceiro, de onde ele vem e quais são as principais diferenças culturais”, diz.
Muitas pessoas cometem erros ao imaginar que a família não aprovará o namorado por alguma diferença, por isso não mencionam o assunto. Quando ela vem à tona, vira uma bola de neve. “Se a pessoa sabe que os pais têm valores divergentes do parceiro, a pior alternativa é tentar ignorar isso”, diz Renata. Quando o casal conversa abertamente sobre essas dificuldades, é mais fácil superar ou conviver com as cobranças e desaprovações. Um outro caminho é procurar terapia e aprender novas maneiras de lidar com essas situações. Abaixo, algumas das situações mais vividas pelos casais.
Milena, 32, namorou durante três anos um rapaz oito anos mais novo do que ela. A família dele é grande e muito unida -e ele é o filho caçula. “Eles se reuniam em ocasiões como Dia das Mães, Natal e Páscoa, e exigiam a presença dele. Sempre fui bem recebida, mas ele era indispensável”, diz Milena. O casal não tinha muito tempo livre aos fins de semana e a família cobrava quando o namorado faltava a algum evento. “Tínhamos pelo menos dois fins de semana por mês ocupados com compromissos de família, além dos jantares, churrascos e almoços de domingo”, diz Milena. A psicóloga Renata Almiento afirma que, em casos como esse, o namorado deveria ter conversado com a família. “Costuma ser uma conversa muito mais simples do que as pessoas esperam”.  Muitos pais apenas não percebem que estão exigindo muito dos filhos e de seus parceiros.
Como discutir a questão
Os problemas de relacionamento e a interferência da família devem ser tratados cuidadosamente pelo casal, mas com o cuidado de não se tornar o principal tema das conversas. Quando um casal consegue conversar sobre qualquer assunto com clareza e naturalidade, os problemas externos são menos sentidos. Ao notar que a implicância de alguém será constante, o melhor caminho é o bom humor. “Em qualquer relação, o bom humor deixa tudo mais leve. Se não podemos enfrentar uma situação, vamos rir com ela”, diz a psicanalista Sylvia Godoy. Para ela, se o casal está seguro de seus sentimentos e consegue se expressar sem dificuldade, não há quem possa ser um obstáculo para essa relação. 
Beijos e até a proxima,  Ocimar Moreira visite nosso site em www.ocimarmoreira.com

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